Resuscitation
Volume 60, Issue 2 , Pages 163-170, February 2004

What do we know about patients dying in the emergency department?

Emergency Department, University Hospital Leuven, Herestraat 49, B-3000 Leuven, Belgium

Received 8 May 2003; received in revised form 4 August 2003; accepted 27 August 2003.

Abstract 

Objective: To determine our knowledge in terms of cause of death and quality of death certification about patients who die in the emergency department. To establish the role of autopsy in this matter. Methods: Retrospective chart review of all patients dying in an academic emergency department (ED) of a tertiary hospital over a period of 1 year. Results: One hundred and ninety-six patients died in the ED in 1998. In 141/196 patients the cause of death could be determined on clinical grounds. In 53/196 patients, the antemortem clinical diagnosis was unknown. Twenty-nine out of 53 patients underwent autopsy. In all but one patient autopsy revealed the cause of death. After retrospective analysis of all patient data (notes, biology, radiology and pathological investigation), the major causes of death were cardiac (19.4%), cerebral (non-traumatic) (16.8%), trauma (15.3%) and unknown (13.3%). In the patient group with sudden cardiac arrest of unclear origin, the postmortem cause of death was identified as cardiac (51.7%), non-traumatic bleeding (10.3%), infectious (10.3%) and pulmonary embolism (3.4%). In the group of patients with a clinically clear cause of death, who underwent autopsy, 14 class II findings according to the Goldman’s classification of autopsy diagnoses (i.e. major diagnosis whose detection would not have altered therapy nor outcome) were found in 16 patients. No class I findings (i.e. major diagnosis whose detection would have altered therapy or outcome) were noted. Altogether, major discrepancies between the antemortem presumed cause of death according to the notes and the real cause of death was found in 15.3%. Conclusions: Autopsy remains a very important tool to establish the cause of death in patients dying in ED. The concordance between the antemortem presumed cause of death recorded in the patient notes and the real cause (all patient data) is poor.

Sumàrio 

Objectivo: Determinar o nosso conhecimento em termos de causa de morte e qualidade dos certificados de morte nos doentes que morrem no departamento de emergência. Estabelecer o papel da autópsia neste assunto. Métodos: Revisão retrospectiva dos registos, durante um perı́odo de um ano, de todos os doentes que morreram num departamento de emergência (ED) de um hospital terciário académico. Resultados: No ano de 1998 morreram cento e noventa e seis doentes no departamento de emergência. Em 141/196 doentes a causa de morte pôde ser determinada com base em critérios clı́nicos. Em 53/196 doentes o diagnóstico clı́nico antes da morte foi desconhecido. Vinte e nove dos 53 doentes foram submetidos a autópsia. A autópsia revelou a causa de morte em todos, excepto num dos doentes. Após uma análise retrospectiva de todos os dados dos doentes (registos; investigação patológica e radiológica e microbiológica), as principais causas de morte foram cardı́aca (19.4%), cerebral (não traumática) (16.8%), trauma (15.3%) e desconhecida (13.3%). No grupo de doentes com paragem cardı́aca súbita de origem desconhecida, foi identificada como causa de morte pós-morte uma causa cardı́aca (51.7%), sangramento não traumático (10.3%), infecciosa (10.3%) e embolia pulmonar (3.4%). No grupo de doentes com causa de morte clı́nica, clara, foram submetidos a autópsia, foram registados 14 achados classe II, de acordo com a classificação dos achados da autópsia (i.e. diagnóstico major cuja detecção não teria alterado a terapêutica nem o resultado) em 16 doentes. Não foram registados quaisquer achados classe I (i.e. diagnósticos major cuja detecção tenha alterado a terapêutica ou o resultado). Em conjunto, foram encontradas discrepâncias major entre a causa de morte presumida antemorte de acordo com os registos e a causa real de morte em 15.3% dos casos. Conclusões: A autópsia permanece uma arma muito importante para estabelecer a causa de morte em doentes que morrem no departamento de emergência. A concordância entre a causa presumida de morte antemorte registada nas notas do doente e a causa real (todos os dados do paciente) é pobre.

Resumen 

Objetivo: Determinar nuestro conocimiento en términos de causa de muerte y calidad de certificación de muerte en pacientes que mueren en el departamento de emergencias(ED). Establecer el rol de la autopsia en estos temas. Métodos: Revisión retrospectiva de fichas de todos los pacientes que mueren en el departamento de emergencias(ED) de un hospital académico de nivel terciario durante un perı́odo de un año. Resultados: Ciento noventa y seis pacientes murieron en el ED en 1998. En 141/196 pacientes la causa de muerte podı́a ser determinada en el ambiente clı́nico. En 53/196 pacientes, el diagnóstico clı́nico pre mortem era desconocido. Se realizó autopsia en 29 de 53 pacientes. En todos salvo en uno la autopsia reveló la causa de muerte. Después de el análisis retrospectivo de todos los datos del paciente (notas, biologı́a, radiologı́a e investigación patológica), las principales causas de muerte fueron cardı́aca (19.4%), cerebral (no traumática) (16.8%), trauma (15.3%) y desconocida (13.3%). En el grupo de pacientes con paro cardı́aco súbito de origen poco claro, la causa de muerte fue identificada como cardı́aca (51.7%), sangrado no traumático (10.3%) infeccioso (10.3%) y embolismo pulmonar (3.4%). En el grupo de pacientes con una causa de muerte clı́nicamente clara, en quienes se realizó autopsia, se encontraron 14 hallazgos clase II de acuerdo a la clasificación de Goldman de diagnósticos de autopsias (por ejemplo un diagnóstico mayor que no pudiera ser alterado por terapia o por resultado) en 16 pacientes. No se encontraron hallazgos clase I (por ejemplo diagnóstico mayor cuya detección habrı́a sido alterada por terapia y resultado). En total, se encontraron discrepancias mayores entre la causa de muerte presunta previa a la muerte en el 15,3%, de acuerdo con las notas y la causa real. Conclusiones: La autopsia sigue siendo una herramienta muy importante para establecer la causa de muerte en pacientes que mueren en el ED. La concordancia entre la presunta causa de muerte registrada en las notas del paciente y la causa real (todos los datos del paciente)es pobre.

Keywords: Cardiac arrest, Sudden cardiac death, Emergency department, Autopsy, Quality assessment

Palavras Chave: Paragem cardı́aca, Morte cardı́aca súbita, Departamento de Emergência, Autopsia, Avaliação de qualidade

Palabras Clave: Paro cardı́aco, Muerte súbita de origen cardı́aco, Departamento de emergencias, Autopsia, Evaluación de calidad

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PII: S0300-9572(03)00346-0

doi:10.1016/j.resuscitation.2003.08.012

Resuscitation
Volume 60, Issue 2 , Pages 163-170, February 2004